primeiro a espera, a alegria antecipada,
encostada a murinhos baixos,
depois o pressentimento da pergunta: e então agora
depois a própria pergunta e então agora.

Este sábado chegou. Com ele veio a noite perfeita para ouvir Old Jerusalem. Já algum tempo que destinava ouvi-los ao vivo, mas que por um motivo, ou outro, ainda não tinha sido possível.
A forma de Francisco Silva se apresentar em palco agradou-me bastante. Simples, com bom sentido de humor e dono de uma voz aconchegante e meiga. Dedicou o espectáculo ao verão :) ou melhor, com graça, ia falando desse ponto comum a todas as músicas. De alguma forma estavam todas entrelaçadas com a estação.
Para já ficou a vontade de os ouvir aos finais de tarde... nada como chegar a casa e escutar The Temple Bell. Relaxa. Muuuuuuuuuito.


Soube-o no final.
Há muito que esperava por um concerto assim. Só depois de o sentir é que percebi, que todos os outros ficaram aquém. Fabuloso!
O cantinho, negro e intimista também ajudou a chegar a isso. Como disse Niblett, parecia que estavamos na escola e ela tocava para nós, seus colegas de turma.
E sim, faz justiça ao disco. Aliás, supera-o. O que não se vê através de um simples cd, a sua presença. Contagiante. Simpática, muito bem-humorada e com uma voz de arrepiar a espinha. Gostei principalmente da sua entrega, do serrar dos dentes ao cantar e da minha confirmação da voz poderosa.
No coração :)
Ellen Page novamente a surpreender. Este filme é bastante intenso, quer pela história em si, quer pela forma como é apresentado. Dividido em fragmentos. Os olhos seguem um fragmento que depois acaba por se ir juntando a outro, e sucessivamente constrói-se a história. O desamor da família, a crueldade dos colegas de escola e a sua fantasia de construção mental de um namorado perfeito, não são suficientes para a deixar louca, como todos parecem ansiar. A sua fragilidade é a sua força. A força de liberdade, de ser fiel a si mesma.
Nota ainda para a banda sonora que acompanha de forma exímia o filme.
*consumidores compulsivos de mau feitio anónimos





A noite fechava com Nina Nastasia. De timbre agudo e limpo, sem desafinar musicou-nos nostalgia, com letras belíssimas, capazes de fazer divagar... Teve uma boa ajuda do whiskey que ía virando goela abaixo para se soltar do ar assustado que trazia. Um simples assobio do público a fez saltar subitamente da cadeira e investigar atrás das cortinas o que se passava de tão misterioso! Um simples assobio eheheh ;)

passado com mestria para as letras das músicas. Uma muito boa combinação, portanto! E viva a boa música portuguesa!
Uiiiiiiiiii tão bom ;) Retorno a casa com gostinho doce no coração.