28/10/07
27/10/07
É Outono. Já apetece...
A bolota taluda ficara ali muito quieta, muito bem refastelada em virtude do próprio peso, enterrada que nem pelouro de batalha depois de passarem carros e carretas. Que fazer senão deitar-se a dormir?! Dormiu um hora ou uma vida inteira, quem sabe?! Um laparoto veio lá de cascos de rolha, rapou a terra, fez um toural, aliviou-se, e ela ficou por baixo, sufocada sem poder respirar, em plena escuridão. Estava no fim do fim? Um belisco, e do seu flanco saiu como uma flecha. Era de luz ou de vida? Era uma fonte ou antes um cântico de ave, de água, de água corrente, de vagem a estalar com o sol (...)? Era tudo isto, encarnado no fogo incomburente que lhe lavrava no flanco, verbo que acabou por irradiar do próprio mistério do seu ser.
Do pinhão,
que um pé-de-vento arrancou da pinha mãe,
e da bolota,
que a ave deixou cair no solo,
repetido mil vezes,
gerou-se a floresta.
Aquilino Ribeiro
Aquilino Ribeiro
Cachopas hoje é dia de Festa!
Tcha, tcha, tcha, tcha, tcha, tcha
Cachopa baila bem
Tcha, tcha, tcha, tcha, tcha, tcha
Cachopa baila lá
Cachopa baila bem
Tcha, tcha, tcha, tcha, tcha, tcha
Cachopa baila lá
21/10/07
19/10/07
Tiçonico
A menina dos chocolates crescera. Com os seus 15 anos, julgava-se já mulher.
Comprou verniz. Cor-de-rosa. Fez questão. De uma só vez pintou mãos e pés! Queria impressioná-lo quando lhe estivesse a dar os chocolates para a mão.
Estava quase, quase pronta para quando o circo voltasse à aldeia. Continuava a ser a menina dos chocolates que vendia, com o tabuleiro ao peito, as melhores doçuras nunca antes saboreadas.
E como estaria a aldeia? Passavam agora 6 meses e 18 dias desde a última vez que lá estivera.
O seu coração inquietava-se com esta ideia. E se o Ruiz já não morasse lá? Ouvira rumores de famílias inteiras que se mudavam, na esperança de uma melhor sorte. Seria o caso da família dele?...
Não. Isso não podia acontecer! Inalava com toda a força o cheiro do verniz para afastar este pensamento.
Pôs-se em frente do espelho do quarto da mãe, tirou a esponja da caixinha do pó de arroz e polvilhou a cara. Bateu tantas e tantas vezes por toda a cara que pestanas e sobrancelhas ficaram brancas. De repente, como por magia, olhou-se ao espelho e já não apareciam as sardas das suas bochechas. Ficaram escondidas debaixo do pó.
Triiiiiiiiiiiiii! Ouviu-se ao longe. Saltou para o chão e correu até à porta. Abriu-a devagarinho e deu um salto de surpresa.
-Então, não me convidas para entrar?
Comprou verniz. Cor-de-rosa. Fez questão. De uma só vez pintou mãos e pés! Queria impressioná-lo quando lhe estivesse a dar os chocolates para a mão.
Estava quase, quase pronta para quando o circo voltasse à aldeia. Continuava a ser a menina dos chocolates que vendia, com o tabuleiro ao peito, as melhores doçuras nunca antes saboreadas.
E como estaria a aldeia? Passavam agora 6 meses e 18 dias desde a última vez que lá estivera.
O seu coração inquietava-se com esta ideia. E se o Ruiz já não morasse lá? Ouvira rumores de famílias inteiras que se mudavam, na esperança de uma melhor sorte. Seria o caso da família dele?...
Não. Isso não podia acontecer! Inalava com toda a força o cheiro do verniz para afastar este pensamento.
Pôs-se em frente do espelho do quarto da mãe, tirou a esponja da caixinha do pó de arroz e polvilhou a cara. Bateu tantas e tantas vezes por toda a cara que pestanas e sobrancelhas ficaram brancas. De repente, como por magia, olhou-se ao espelho e já não apareciam as sardas das suas bochechas. Ficaram escondidas debaixo do pó.
Triiiiiiiiiiiiii! Ouviu-se ao longe. Saltou para o chão e correu até à porta. Abriu-a devagarinho e deu um salto de surpresa.
-Então, não me convidas para entrar?
18/10/07
17/10/07
16/10/07
15/10/07
Ontem
segui os conselhos da Adriana. Aquela que também é Calcanhoto!
Vamos comer Caetano
Vamos devorá-lo
Degluti-lo, mastigá-lo
Vamos lamber a língua
Isso mesmo
depois de o ouvir, em Serralves,
pelo lançamento do seu novo livro
a vontade que fica é essa.
Agora só restam as boas das musiquinhas
Está guardado para amanhã ;)
13/10/07
09/10/07
05/10/07
30/09/07
(...)
Homem-O Verão acabou, mas ainda tens a pele escura...
Rapariga-Não podes pôr um disco?
Homem-Não tenho. Fazemos tudo em silêncio.
Rapariga-Mas tu, quem é que tu achas que eu sou?
Homem-Aquilo que és, a rapariga do primeiro dia sem sol de Verão.
Rapariga-Ah, então está bem...
Homem-Não tens vergonha de me olhar nos olhos?
Rapariga-Não, porquê?
Homem-Porque estás nua, como um animal num prado.
(...)
Homem-O Verão acabou, mas ainda tens a pele escura...
Rapariga-Não podes pôr um disco?
Homem-Não tenho. Fazemos tudo em silêncio.
Rapariga-Mas tu, quem é que tu achas que eu sou?
Homem-Aquilo que és, a rapariga do primeiro dia sem sol de Verão.
Rapariga-Ah, então está bem...
Homem-Não tens vergonha de me olhar nos olhos?
Rapariga-Não, porquê?
Homem-Porque estás nua, como um animal num prado.
(...)
Orgia-Pier Paolo Pasolini
29/09/07
Triiiiiiiiiiim!!

Hoje a Campainha faz trim-trim!
É um toque especial. Daqueles que só se ouve uma vez por ano.
Hoje vão ouvir-se 41 vezes!
Parabéns :)
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